O iPhone de US$ 1.199 custa menos que o de US$ 999
O iPhone 18 Pro chegou em setembro por US$ 1.199 nos Estados Unidos, o preço de entrada mais alto que a linha Pro já teve. Corrigindo pela inflação americana, os US$ 999 do iPhone X de 2017 equivalem hoje a US$ 1.356. O aparelho mais caro da série, na etiqueta, sai 12% mais barato que o primeiro.
A Apple segurou os mesmos US$ 999 por oito lançamentos seguidos, de 2017 a 2024. Enquanto a etiqueta ficava parada, o dólar perdia valor, sobretudo em 2021 e 2022, quando a inflação nos EUA disparou. O resultado foi um desconto que ninguém anunciou: em 2024 o iPhone 16 Pro custava, em dinheiro de hoje, US$ 1.061, ou 22% menos que o iPhone X. No caminho o armazenamento de entrada ainda dobrou, de 64 GB para 128 GB.
A curva virou em 2025. O iPhone 17 Pro subiu para US$ 1.099 com o dobro do armazenamento de entrada, 256 GB, versão que no 16 Pro já custava US$ 1.099. O 18 Pro subiu mais US$ 100 em 2026, desta vez com os mesmos 256 GB. São US$ 200 a mais em dois anos, 20% na etiqueta e 13% acima da inflação. A Apple não explicou o reajuste: o comunicado de lançamento só dá o preço. O pano de fundo é a memória mais cara, com os data centers de IA disputando os mesmos chips. No começo de outubro a Samsung subiu em US$ 100 a maioria das versões do Galaxy S26 nos EUA, no meio do ciclo do aparelho.
Para quem vende qualquer coisa com preço redondo, a lição dos oito anos é que congelar a etiqueta é uma forma silenciosa de dar desconto, e que a conta chega depois, em saltos. Para quem compra: os dois últimos aumentos devolveram menos da metade do que a inflação tinha tirado. Se a Apple quiser voltar ao patamar real de 2017, ainda cabem US$ 157.
O iPhone de US$ 1.199 custa menos que o de US$ 999
Preço de lançamento do iPhone Pro de entrada nos EUA (US$), na etiqueta e corrigido pela inflação até ago/2026
- Corrigido pela inflação
- Na etiqueta
Ressalva de método. Preço de tabela nos EUA, sem imposto sobre venda, sem troca de aparelho e sem plano de operadora; não é o preço no Brasil, que depende de câmbio e tributo. "iPhone Pro de entrada" é o modelo Pro menor na capacidade mais baixa de cada ano. Em 2017 e 2018 a linha ainda não se chamava Pro: o degrau era do iPhone X e do XS. O Pro Max fica de fora. O produto muda: a capacidade de entrada foi de 64 GB (2017 a 2019) para 128 GB (2020 a 2024) e 256 GB (2025 e 2026), e a correção é só pela inflação geral, sem ajuste de qualidade. O aumento de 2025 veio com o dobro de armazenamento (o 16 Pro de 256 GB já custava US$ 1.099); o de 2026 é na mesma capacidade. Cada preço foi corrigido pelo CPI do mês do anúncio (setembro; outubro em 2020) até agosto de 2026, último mês publicado: o CPI de setembro de 2026 ainda não saiu, então o ponto de 2026 entra pelo valor nominal. O BLS não publicou outubro de 2025, mês que não entra na conta. Os valores corrigidos estão arredondados ao dólar. Correções à pauta: ela dizia que o 256 GB de entrada "permitiu à Apple dizer" que o modelo equivalente do ano anterior custava o mesmo, mas o comunicado do 17 Pro não compara preço com o ano anterior, e o texto passou a dar o fato; "sobretudo de 2021 a 2023" virou "sobretudo em 2021 e 2022", porque as maiores perdas reais foram nos lançamentos desses dois anos (−5,1% e −7,6%, contra −3,6% em 2023); o fecho dizia "ainda cabem uns US$ 150", e a conta dá US$ 157 (1.355,83 − 1.199). A Apple não deu motivo para o reajuste. A ligação entre o custo de memória e o preço do iPhone é hipótese da redação; o reajuste do Galaxy S26 é contexto de notícia, que a imprensa atribui à memória, e não dado do gráfico.
Acesso em 08 de out. de 2026 · licença aberta
https://www.apple.com/newsroom/2026/09/apple-debuts-iphone-18-pro-and-iphone-18-pro-max/